por hora
antes que o mundo acabe
vou lavar o chão comigo
e me espalhar de mim
que me dói em cada fibra
que eu não consigo
separar da nossa carne
e quero pintar carmim
o teu sorriso
no vão de todo azulejo
de onde te espero
uma espera sem remédio
e se o pai em favor de me deixar
não enlouquecer, hei de saber
que é só por hora, só por agora


Nas dúvidas desses dias todos, entro aqui e encontro a poesia que falta p’ra dar a coragem de sorrir-alívio.
Ana Gabriela Devides Castello disse isso em fevereiro 23, 2011 às 8:45 pm