triste
de pouco se atrair fugiu, casta
preenchida no acolho das coisas
unhas de cores,
pétalas de arestas escurecidas
olhar o que? a casca
poesiosa que é, assim
de tão triste fica bom, branda
queria guardar eu pintada
de lavores azuis,
em caixa fechada, a semente
sem distinção, sem luz
que tenho medo
e medo é assim
memória em ângulo de vertigem
bater e encolher ameno
sucumbir aos limites dos nervos
dos poros, das minhas folhas
de amante, azul e plácido
veneno

