tanto

tão farpadas minhas palavras
e de tão descuidado fazimento
de tão errado apanhamento
pras plantas de adorno que lavras

tão queimados são meus olhos
da brasa que te queima o chão
da renda que nos prende as mãos
desembaraçada em outro acolho

*

tão lindas suas unhas
ao me entrar no peito
a quebrar em lascas
o entrefeito dos dias

tão lindos seus lábios
molhados salgados
a verter em meu castigo
o enfado que causo

tão cheiroso teu sono
róseo quente

és tão tudo que eu amo

~ por gubeda em julho 16, 2011.

Uma resposta to “tanto”

  1. que amor esse poema!

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