tanto
tão farpadas minhas palavras
e de tão descuidado fazimento
de tão errado apanhamento
pras plantas de adorno que lavras
tão queimados são meus olhos
da brasa que te queima o chão
da renda que nos prende as mãos
desembaraçada em outro acolho
*
tão lindas suas unhas
ao me entrar no peito
a quebrar em lascas
o entrefeito dos dias
tão lindos seus lábios
molhados salgados
a verter em meu castigo
o enfado que causo
tão cheiroso teu sono
róseo quente
és tão tudo que eu amo


que amor esse poema!
Celine disse isso em julho 29, 2011 às 9:36 pm